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Auxílio-acidente

Quais sequelas dão direito ao auxílio-acidente? Exemplos

Perda de dedo, joelho duro, redução da audição, perda de visão, limitação no ombro. Veja exemplos e como a perícia avalia.

3 min de leitura Equipe Revisa Previ Atualizado em
Resposta rápida

Dá direito ao auxílio-acidente a sequela permanente que reduz a capacidade para o trabalho que a pessoa fazia, como perda de dedos, limitação de movimento no joelho, ombro, punho ou coluna, redução da audição ou da visão e encurtamento de membro. O regulamento da Previdência traz uma lista de situações, mas o que decide é a perícia, que avalia se a sequela é definitiva e atrapalha o seu trabalho.

Nem toda dor depois de um acidente é sequela. Para o INSS, sequela é a limitação que ficou depois que o tratamento terminou e que não vai sumir. É aqui que muita gente erra: acha que só amputação conta, quando na verdade há muito mais situações.

Exemplos de sequelas

Mãos e braços

  • Perda total ou parcial de dedos.
  • Dedo duro, que não dobra.
  • Perda de força na mão ou de sensibilidade.
  • Limitação de movimento no punho, cotovelo ou ombro.

Pernas e pés

  • Joelho com perda de movimento depois de fratura ou lesão de ligamento.
  • Perna mais curta que a outra.
  • Tornozelo rígido ou com dor ao caminhar.
  • Pino ou placa que limita o movimento.

Coluna

  • Limitação de movimento, dor persistente e perda de força depois de fratura ou cirurgia.

Audição e visão

  • Redução da audição por trauma ou por barulho no trabalho. Veja perda auditiva no trabalho.
  • Redução da visão de um olho depois de acidente.

Como a perícia avalia

O perito faz três perguntas principais:

  1. A lesão já se firmou, ou seja, não vai mais melhorar com tratamento?
  2. Existe nexo: a sequela veio mesmo do acidente?
  3. Ela reduz a capacidade para o trabalho que a pessoa exercia?

Grau pequeno também conta: a Justiça tem reconhecido o direito mesmo quando a redução é leve, se o trabalho depende daquela parte do corpo. Um pedreiro com perda de força na mão, por exemplo, sente mais do que alguém que trabalha sentado.

E se a sequela nunca foi registrada num laudo?

Peça ao seu médico um laudo atualizado. Ele deve descrever a sequela, a data em que ela se firmou e como limita o trabalho. Veja a lista de documentos necessários.

Erros comuns

  • Achar que só amputação conta.
  • Pedir o benefício antes de o tratamento terminar, quando a lesão ainda pode melhorar.
  • Não registrar a sequela num laudo médico detalhado.
  • Dizer ao perito apenas "tenho dor", sem explicar o que não consegue fazer no trabalho.

Perguntas frequentes

Só amputação dá direito?
Não. Limitações de movimento, perda de força, redução da audição ou da visão também podem dar direito.
Qual a diferença entre sequela e dor passageira?
Sequela é a limitação que permanece depois do fim do tratamento. Dor passageira melhora com o tempo e o tratamento.
A lista do regulamento é a única possibilidade?
O regulamento traz exemplos, mas a análise é feita caso a caso, e a Justiça reconhece também situações fora da lista.
Preciso estar sentindo dor para ter direito?
O que conta é a limitação para o trabalho. A dor ajuda a mostrar a limitação, mas a perícia avalia a capacidade de trabalho.

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